domingo, 25 de agosto de 2013

71% do público defende a existência de mais regras para o conteúdo da TV, diz pesquisa

Opinião dos entrevistados acerca da regulação de conteúdo da TV
Opinião dos entrevistados acerca da regulação de conteúdo da TV

Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, órgão ligado ao PT, tentou traçar um perfil do telespectador brasileiro e o modo como ele encara as limitações impostas pela Classificação Indicativa ao conteúdo exibido pelas emissoras de TV.
Atualmente, o Ministério da Justiça regula todo e qualquer programa de TV, concedendo-lhe um selo do horário em que pode ser exibido, classificação dada de acordo com o seu conteúdo.
A pesquisa da Fundação mostrou que apenas 51,7% dos brasileiros sabiam da existência de tais regras e que 71% dos entrevistados acham que elas deveriam ser ainda maiores e mais amplas. 16,4% do público respondeu que as regras atuais são suficientes, enquanto apenas10,1% defendem regras mais frouxas.
Ao abordar temas específicos, a pesquisa descobriu que grande parte dos entrevistados rejeita que a TV exiba conteúdos como: palavrões (66%), exposição gratuita do corpo da mulher (61%), cadáveres (60%), cenas de crueldade com animais (58%), nudez e sexo (53%), violência e morte (52%) e uso de drogas (51%).
A maioria das pessoas também é favorável a não-exibição de “conteúdos de violência ou humilhação” contra a população negra (54%), contra gays e lésbicas (54%) e contra mulheres (53%), embora admitam tais conteúdos “com regras”, respectivamente 40%, 40% e 41% dos entrevistados.
2.400 pessoas foram entrevistadas pelo levantamento

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