terça-feira, 22 de junho de 2010

“24 Horas” termina esgotado

Jack Bauer que me perdoe, mas a oitava temporada de “24 horas”, atualmente em cartaz lá em casa, mostra que estava mesmo mais do que na hora de a série se encerrar. Digo isso lamentando, porque este foi um dos melhores programas que a Fox produziu nos últimos anos. Mas a previsibilidade, que já tinha alcançado nosso herói há umas três ou quatro temporadas, agora deu a rasteira definitiva.

Quem viu desde o início passou pela fase de matutar e debater: seria Bauer republicano ou democrata? Seus métodos repetiriam aqueles mais condenáveis aplicados pelos soldados americanos no Iraque? David Palmer (Dennis Haysbert), negro, idealista, era uma espécie de pré-Obama? E Cherry Jones, presidente das temporadas finais, foi uma $dos roteiristas de mostrar — ainda durante a campanha de Hillary Clinton — uma mulher no comando do governo dos EUA, coisa que acabou não acontecendo na vida real?

Nesta oitava e derradeira temporada, nada disso inspira uma discussão. O espectador ainda fica eletrizado com uma ou outra peripécia de Bauer. É que os roteiristas dos seriados do primeiro time sabem apertar os botões certos. Mas… puro truque.

Kiefer Sutherland continua contracenando muito com seu telefone celular, os terroristas ainda tentam atacar os EUA com armas atômicas, a CTU novamente é um exemplo de incompetência ao contratar seus quadros: tem sempre um traidor ali. “24 horas”, finalmente, cansou. Vai dormir, Jack.

Patrícia Kogut

Nenhum comentário:

Postar um comentário