A audiência apresentada, percebe-se, apenas reforçou a desconfiança das demais redes em relação à sua leitura. Ainda há uma estranheza muito grande com os 9 pontos de média alcançados pelo “Casseta”, que teve 95% do seu tempo dentro do apagão.
Isto, no campo das possibilidades, conduziu muita gente a imaginar que o registro desses índices saiu de residências com geradores próprios e que grande parte da amostra pode estar concentrada nas classes mais elevadas.
E aqui, uma pausa se faz necessária: na quarta-feira, o Ibope foi procurado por esta coluna e informou que tem uma “estrutura preparada para o recebimento das informações coletadas, independente da ausência de energia elétrica, uma vez que possui geradores próprios de energia em sua central”.
O mesmo, no entanto, imagina-se, não deve acontecer em todos os domicílios onde estão instalados os “people-meters”.
Outro exemplo, segundo dirigentes dessas emissoras – que evidentemente não querem ser identificados, foi o fato de, no auge da escuridão, um flash do “Jornal da Globo”, às 23h57, com 19 minutos de duração, fazer a emissora subir de 2 para 3 pontos, que acabou sendo a média do “Profissão Repórter”, exibido entre 23h57 e 00h34.
Neste momento, em que tudo acontecia a favor da Globo, todas as demais, entre elas, SBT, Record e Band, amargavam os previsíveis traços de audiência.
É o velho e polêmico assunto que envolve a medição de TV no Brasil. Por mais que se fale e se discuta a respeito, sempre fica difícil chegar a alguma conclusão.
por Flávio Ricco
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