sábado, 18 de julho de 2009

O 'Caminho' da discórdia


Um cineasta muito sensato e antigo amigo da coluna chamou atenção para um fato curioso. Escreve ele: “Tudo é discórdia em ‘Caminho das Índias’. Nunca antes no horário se discutiu, se xingou e se gritou tanto.
Invariavelmente, cada capítulo se parece a uma chanchada da Atlântida (no mau sentido, porque as
chanchadas eram (e continuam) maravilhosas! O horário é de Afrodite e de Eros, que passam ao largo da
trama. E se rola algo no gênero, acaba todo mundo saindo na porrada”.


Ele tem razão. Veja o que acontece na família de Opash (Tony Ramos). As noras atiram panelas umas
nas outras, o irmão mais velho, Amitab (Danton Mello), odeia os outros. A avó, Laksmi (Laura Cardoso), está sempre emburrada. As coisas não melhoram muito na casa de Manu (Osmar Prado). Outra amiga da coluna escreveu dizendo-se preocupada com as cordas vocais do ator, que precisa gritar muito cada vez que divide a cena com Ricardo Tozzi (Komal, o filho malandro e jogador). Isso sem falar na desarmonia provocada
pelas diferenças de castas. A desagregação não é só na Índia. A família Cadore é composta de inimigos.
Melissa (Christiane Torloni) é a mulher traída que chama a filha de Mortiça e tiraniza o filho, além de detestar o sogro e a ex-cunhada. Julinha (Vitória Frate) tem cada briga de arrepiar com a mãe e o padrasto. Que Deus os proteja daquela menina. Clima bom mesmo só na clínica do Dr. Castanho (Stênio Garcia).

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