
Dançarino é levado para uma sala escura e é jogado pelos cabelos em um tanque com água, sendo mergulhado até confirmar o crime, cheio de marcas pelo corpo, sem resistência, acaba desmaiando de tanta fraqueza e é levado para uma sela especial onde ficará até se recuperar. Deitado e com muitas dores chama por Márcia, Marina e pelo seu amigo Agripino. E vê que a situação não é boa e que desta vez tinha que assumir a responsabilidade do crime.
Chegando a delegacia, Márcia desesperada em saber que seu amigo foi preso, procura pelo encarregado da busca, vai até a sala de Júlio e lá o encontra e pede para vê Dançarino.
MARCIA - Prazer sou Márcia, por gentileza gostaria de falar com Dançarino.
JULIO MENEZES - Desculpe, mas Dançarino no momento não pode atender, ele está sob vigilância e não pode ver ninguém.
Márcia não se conforma com a resposta do detetive e fica em desespero ao saber que não poderá vê-lo.
MARCIA – Por favor, ele não é culpado, ele não é culpado. Ele não tem nada haver com o caso e que foi um erro prende-lo.
O encarregado do caso fica espantado com a firmeza de Márcia em dizer que não era Dançarino o culpado e pede a ela que se acalme.
JULIO MENEZES - Como você pode afirmar que não foi Dançarino o autor dos crimes? Tem provas?
Márcia fica constrangida com a pergunta de Júlio e fica em silêncio alguns minutos e responde a pergunta do detetive:
MARCIA - Eu não tenho provas, mas não precisa, sei que não tem culpa.
A confirmação de Márcia não agrada a Julio.
MARCIA - Amanhã voltarei e quero vê-lo Dançarino, imagino o quanto está sofrendo acusado de crimes que não cometeu.
Sua vida estaria atrasada, como poderia tirá-lo dessa. Sua vida desde a época que vivia em sua terra natal sempre foi sofrida. Agora, o plano de voltar para casa não se realizaria.
Quem sabe se ficará em liberdade, o mais provável é ser julgado como culpado e ficar preso por uns dez anos seus planos não deram certos. Márcia toma uma decisão importante, sai à procura de Agripino, a única pessoa que pode ajudar no caso. O procura na delegacia onde trabalhou, tem informações de que foi transferido para outra delegacia no interior do Estado.
Sai sem destino pelas ruas da cidade a procura de um motivo para tirar Dançarino da prisão, lembra da amizade que Dançarino tinha com o detetive e no momento mais difícil ele some sem deixar pistas, lembra da satisfação que era ter a amizade de Dançarino e que não podia ver o seu fim dessa maneira. Chega em casa, pega a bolsa e sai a procura de Agripino, pega um ônibus e segue até a cidade onde está trabalhando, mas não tem tanta intimidade com ele, as vezes que o encontrou teve que se esconder, nunca gostou de polícia, mas tinha de falar para saber o que fazer para tirar Dançarino da prisão.
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