
Seguindo para casa, Dançarino pensa na insistência da mulher de seu amigo e fica sem saber por que ela pediu o endereço. Chegando a casa, Dançarino dá de cara com Agripino que o espera, ao vê-lo fica surpreso e diz que acabou de telefonar, conta que ligou para a delegacia e ele tinha saído e depois ligou novamente para casa do detetive e também não estava.
DANÇARINO - Agora teve uma coisa engraçada Agripino, sua mulher insistiu que eu desse meu endereço e como a insistência foi tanta acabei dizendo. Desculpe, mas...
DETETIVE AGRIPINO NORONHA - Agora está sem jeito, até que enfim ela conseguiu, era a coisa que ela mais queria nos últimos meses, saber onde morei enquanto estive fora de casa, com certeza quando eu chegar em casa ela estará esperando para discutir e é melhor eu voltar em outra hora.
Disse o detetive Agripino Noronha.
Na conversa, o detetive disse:
DETETIVE AGRIPINO NORONHA - Não posso ajudá-lo, pois estou envolvido nos assassinatos da boate e tem muita investigação a ser feita, mas prometo quando terminar vai indicar a um velho colega para dar uma mão.
Na saída do apartamento, esbarra com Márcia que fica constrangida com a cena e de ver o detetive no apartamento, em seguida entra no banheiro e os dois rapazes ficam sem entender nada.
DANÇARINO - peço desculpas.
Ao sair do banheiro, Márcia pergunta:
MARCIA - ele já foi?
Dançarino desconfiado diz:
DANÇARINO – Qual o motivo de tanto susto?
Márcia sem saber o que responder diz:
MARCIA - Eu vinha com muita pressa e precisava ir ao banheiro e não percebí a presença do seu amigo.
Para Dançarino sua prima esconde alguma coisa que ele não pode saber e fica na expectativa prestando atenção aos seus movimentos, suas chegadas em altas horas da noite em que ele percebe e se faz que está dormindo, para ele esse segredo vai ser revelado cedo ou tarde e com certeza vai sair da boca dela nem que seja a força.
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