quarta-feira, 8 de julho de 2009

CAPITULO 32


Márcia tenta disfarçar:
MARCIA – Pensei em ter visto uma pessoa conhecida, mas descobri que não era.
A desculpa não convenceu seus amigos e ficam todos se perguntando o porquê daquela expressão. Márcia chama uma colega para se aproximar do palco e sem se expor, tira a certeza que é mesmo o seu primo que saiu da cidade sem deixar notícia para onde ia. Seguindo Dançarino vai até o quarto, sem perceber, Márcia aproxima-se, espera a entrada e em seguida bate na porta.
DANÇARINO - Quem é?
Assustada e nervosa, Márcia pensa se responde ou se vai embora, mas resolve responder:
MARCIA - É uma amiga, posso entrar?
DANÇARINO - Pode entrar.
A porta abre e ela se aproxima com muito medo de ser outra pessoa e pagar o maior mico. Dançarino olha para ela como também já tivesse conhecido ou visto aquela moça em algum lugar.
DANÇARINO - O que deseja?
MARCIA - Não está me reconhecendo?
DANÇARINO - Eu estou te achando parecida com uma pessoa que conheço.
MARCIA - E se eu falar que sou essa pessoa.
DANÇARINO - Márcia é você? Pergunta Dançarino muito ansioso pela resposta.
MÁRCIA - Não vai me dar um abraço?
Márcia confirmando a pergunta de Dançarino corre aos braços dele, com muita felicidade de ter encontrado a pessoa que ela mais desejava rever, Dançarino abraça Márcia e emocionado agradece a Deus por este momento.
DANÇARINO - Obrigado meu Deus por esse momento.
MARCIA - Que saudade de você, nunca pensei que encontraria você aqui, sempre imaginei te ver em um outro lugar.
Dançarino pede que Márcia se sente e faz perguntas sobre a família, se está tudo bem, como ela veio parar aqui na boate. Márcia pede calma e diz que vai responder a todas as perguntas. Fica horrorizada com o lugar onde Dançarino trabalha, o quarto dele cheio de coisas, para ela esse lugar não é de bom agrado, onde se encontra prostitutas, homossexuais e marginais, Dançarino explica toda situação e diz não ter escolha quando chegou aqui em São Paulo, tinha de conseguir não só um emprego, mas um lugar para ficar e ai deu de cara com o anúncio dessa boate e veio, fez o teste, passou e ficou morando aqui.
DANÇARINO – Peço que ninguém fique sabendo, principalmente a minha família. Márcia jura lealdade e promete que não contará a ninguém que sabe onde Dançarino está morando e qual seu tipo de trabalho.
Márcia diz que está na hora de ir, pois deixou uns amigos esperando por ela e pede antes de sair seu telefone e diz que ligará para ele.
DANÇARINO - Não ligue pra boate, temos que marcar encontros em outros lugares, pois onde trabalho não é um bom lugar de conversarem.
MARCIA - Vou fazer o possível pra tirá-lo desse lugar.
Despede-se e vai embora.

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