
Na volta para casa, o detetive encontra seus filhos todos deitados e sua mulher na janela esperando a sua chegada que faz o maior escândalo, querendo saber onde passou a noite e com quem, isso faz com que sua irritação seja completa e com muito mau humor. Ele por sua vez fala o que pensa do casamento e pede o divórcio.
— Eu não agüento mais chegar em casa e encontrar você com esse mau humor e fazendo perguntas imbecis de muito mau gosto.
Ela por sua vez também não deixa barato e fala no mesmo tom de voz, fazendo a discussão ficar ainda mais pesada e responde:
— Eu também não quero mais viver com você, pode preparar o que for preciso, que eu também assino, o que não posso fazer é ficar trancada o dia inteiro nesse apartamento com meus filhos.
Os filhos do casal se levantam e assistem tudo saem chorando assustados com a discussão entre seus pais, fazendo assim com que tudo que conversaram tornem parte para eles nessa briga. Eduardo, o filho mais velho, com oito anos de idade, pede ao pai que está muito nervoso que para com a discussão.
— Pai, por favor, pare de brigar com mamãe, o senhor não está vendo que ela está chorando? E isso faz mal pra ela e pra mim. Pai peço que saia dessa casa agora e só volte quando estiver com a cabeça fria.
Inconformado com a situação, o detetive sai e abraça seus filhos, pedindo perdão a eles, diz que vai voltar em outra hora e conversará com sua mãe novamente. Saindo de casa vai até a praça onde se encontrou com sua mulher Isabel pela primeira vez, recorda-se como a encontrou. Estava chovendo e ele estava dentro de uma cabine telefônica esperando a chuva passar, de repente uma mulher de cabelos pretos, aproximou-se e disse:
— Me ajude por favor.
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desde já agradeço.
Atenciosamente Henrique Carlos