quinta-feira, 25 de junho de 2009

CAPITULO 23


DETETIVE AGRIPINO NORONHA - Sou eu, Agripino, liguei pra saber se dava pra conversarmos hoje à noite e se pode ser aí no apartamento.
ISABEL - Claro que pode, vou preparar um jantar para nós, venha às nove horas, ta.
Agripino confirma o jantar e segue até o apartamento para se preparar para a noite se encontrar com sua mulher. Chegando, ao se dirigir ao quarto, Dançarino chega do trabalho entra no apartamento e escuta uma voz, seguindo ao banheiro encontra Agripino todo alegre no banho:
DANÇARINO - O que está acontecendo com você? Que felicidade é essa? Posso saber?
DETETIVE AGRIPINO NORONHA Vou sair hoje à noite, irei jantar com Isabel, posso?
Dançarino segue até o quarto e fica pensando o que terá acontecido com Agripino, ele não tinha mais interesse nela e agora vai se encontrar com sua própria mulher. Agripino entra no quarto com a toalha na cintura e encontra Dançarino deitado e em silêncio:
DETETIVE AGRIPINO NORONHA - O que é que você tem? Não gostou do emprego?
DANÇARINO - Não é isso, eu pensei que você fosse ficar em casa para conversarmos sobre o meu novo emprego, só isso.
DETETIVE AGRIPINO NORONHA - Olhe amigo, vamos deixar essa conversa para amanhã, eu não posso faltar a esse jantar, ele é muito importante para mim, quem sabe eu não vou me reconciliar com a minha mulher e meus filhos? Espero que corra tudo bem.
DANÇARINO - Eu desejo tudo de bom para você, espero que faça as pazes com sua mulher, só que eu no seu lugar, ficaria quieto e não procuraria essa mulher, você mesmo disse que não queria mais ela.
DETETIVE AGRIPINO NORONHA - Eu falei sim, mas mudei de idéia, não posso ficar longe dos meus filhos e por isso tenho que voltar a minha casa.
Dançarino segue ao banheiro, lá tira a roupa e entra no chuveiro para esfriar a cabeça, depois de ter passado o dia inteiro trabalhando. O detetive Agripino Noronha bate na porta do banheiro e diz que não precisa esperar por ele, pois imagina que não vem dormir essa noite em casa. Bate a porta e sai em direção ao apartamento de Isabel, antes passa em uma loja e compra um buquê de flores e uma caixa de chocolate, pensa no momento da chegada e pensa o que dizer a sua mulher, pois naquele momento parece que está indo à casa de uma namorada pela primeira vez. A campainha bate, Isabel atende na esperança de ser quem ela está esperando, aparece Adelaide, Isabel desanima:
ISABEL - Há! É você, pensei que fosse Agripino, entre.
ADELAIDE - Não, eu vou passando, subi apenas para saber se estava tudo bem, eu já vou indo, tchau.

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