sábado, 30 de maio de 2009

A vitória diária


por Endrigo Annyston

Marina levou O Aprendiz, e isso era óbvio. Foi merecido. Karina teve que se contentar com o "tem que saber perder", e achei tão cômico quando Justus disse isso a ela.

Achei a edição de ontem fascinante e caprichada. Porém, não vi ao vivo. Me deu uma irritação profunda por eu estar com sono e o programa ser exibido tão tarde, que resolvi gravar e acordar um pouco mais cedo pra conferir. E minha disposição, hoje, é outra.

Também pulei todos aqueles intermináveis comerciais e Justus puxando a sardinha dos anunciantes, e, isso não tem preço. É uma economia de tempo e paciência fundamental.

Mas o que eu queria dizer mesmo é que cresci com O Aprendiz.

Eu não estava bem profissional e pessoalmente. O blog todos vocês já sabem que enfrentou aquele problema, e, passada a crise, hoje esse espaço é outro. Eu melhorei como profissional aqui neste espaço.

Mas ainda faltava a rádio. Não vem ao caso todos os problemas que passei, mas todos foram desde a ordem pessoal até a profissional.

Eu não tinha mais vontade de produzir, mas, apesar de tudo, minha paixão pela comunicação nunca morreu. Eu abria o microfone e me esquecia de todos os problemas. Parece mágica, virava outra pessoa.

Mas minha vontade de produzir foi aumentando com o passar dos episódios de O Aprendiz.

E foi o que eu fiz.

Em maio comemorei um momento importante do meu radiojornal, e descobri isso ao acaso. Em junho, completo dois anos no ar, e, dessa forma, resolvi somar o que eu já tinha feito.

Por acaso, verifiquei que eu iria comandar a edição do jornal de número 400. Achei isso o máximo e me deu um novo gás.

Comecei em 9 de junho de 2007, desacreditado. Jamais na minha vida pensei trabalhar com rádio. É um veículo que sempre tem aquela ideia de que vai acabar, por causa da TV, internet e afins.

Depois que comecei, posso dizer que não quero mais sair.

Meu jornal estreou com edições semanais aos sábados, com uma hora de duração, mesclando notícias e uma entrevista a cada sábado. Deu muito certo e fico feliz. Tenho a alegria de dizer que conquistei minha audiência com informação e sem sensacionalismo.

Devido a aceitação, virou diário em janeiro de 2008, com meia hora no horário nobre do rádio: 11h30 da manhã.

Segui com a edição de sábado, agora apenas com entrevistas, até junho do mesmo ano. Foi quando estreou o Happy Hour, aquele meu programa de humor na hora do almoço, meio dia.

Esse foi, e eu posso dizer sem medo, o auge da minha carreira. Foi incrível o sucesso que fiz com esse programa. Pra terem uma ideia, em apenas uma hora, em dois dias, em uma promoção que fizemos, recebi 70 ligações ao vivo.

E foi esse mesmo programa que, em janeiro, como contei pra vocês, o interrompi ao meio, disse que tinha cansado e queria algo novo. Ainda no auge.

Por que fiz isso?

Porque eu preciso de desafios, preciso de coisas novas. E eu não via mais como crescer naquele programa.

Aí comecei o novo, e, com ele, parte dos meus problemas e desanimo.

Foi um desafio. Eu demorei pra me encontrar, pra conseguir formatar um programa que agradasse e que, principalmente, ocupasse o vácuo deixado pelo Happy. Imaginem A Favorita saindo do ar e você tendo que engolir Caminho das Índias... foi meio isso que aconteceu.

As pessoas me diziam: "Endrigo, gosto muito do seu programa novo, mas sino t-a-n-t-a falta do Happy". Todos diziam isso.

E o que eu fiz, nestes quase cinco meses, foi tentar encontrar uma fórmula mágica que fizesse as pessoas gostarem do meu programa novamente. Foi meio que o que o Olha Você não fez: nadaram, nadaram, e morreram na praia.

E eu encontrei. Além de "brincar" com as músicas, que é o que eu faço nos quadros Por Onde Anda, Antes e Depois, Top 3, e outros, passei a investir no formato revista eletrônica, que é uma tendência.

Inseri um quadro de notícias bizarras, tipo Jornal da Hebe, é o As Notícias Menos Importantes do Mundo, o Momento Video Show, com notícias da TV, cinema, música e cultura em geral, além de resumo de novelas e, ao final, um drops informativo com as últimas notícias da hora, ou seja, faço o radiojornal, entro com a revista eletrônica, e, antes de sair do ar, atualizo os ouvintes com o noticiário.

Mas eu ainda queria mais.

Uma coisa que amo fazer são entrevistas. Desde a primeira semana de maio, parei o noticiário às quintas e estreei o Entrevista de Quinta. A cada semana um convidado diferente.

E, agora, pra junho, vem um outro pacote de novidades:

A cada dia o jornal terá um colunista diferente. Saúde, economia, esporte e uma parceria com a prefeitura da cidade para uma coluna focada nas "últimas do município".

E gostei tanto da ideia que pensei: poxa, o Parada já tem um formato de revista, que tal inserir colunas nele também?

Pois terei sobre o mundo animal, giro cultural, cozinha & cia, uma parceria com o jornal da cidade para as últimas notícias e moda, numa parceria com o comércio.

Além disso, tem quadros novos: Piada Irritante do Dia, Quiz e e o Falha Nossa com os erros de gravação aqui da rádio.

Agora sim está redondo, e, especialmente, voltei a ser feliz pessoal e profissionalmente.

O blog está andando e meus programas seguindo o mesmo caminho.

Fora que, essas novidades, vão me dar um gás pra não ficar estagnado, fazendo sempre a mesma coisa. Gosto de mudar, e é isso que estou fazendo.

Enfim, parabéns Marina, Justus & Cia, e, também, pra mim. Boa sorte para todos nós!

E só mais uma coisa: são com os problemas e com os erros que a gente aprende e cresce.

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