
À medida que se aproximava o horário da conversa, Dançarino trabalhava, o detetive assistia ao show com muito interesse. Observando a boate, o detetive anotava algumas coisas estranhas, era escura, perigosa e tinha um ar diferente. Essa boate que não era freqüentada por pessoas decentes, um ambiente onde conviviam prostitutas, homossexuais, bandidos e garotos que aparentavam ter menos idade que o exigido. O detetive refletiu:
— Por que será que aquele rapaz trabalha em um lugar como esse? Ele tem boa aparência, certamente não iria faltar lugar para conseguir um trabalho.
Enfim, o espetáculo termina, seguem até o quarto, entram e fecham a porta. Sentando-se o detetive espera o dançarino se trocar para iniciar a conversa. Chegando apenas com uma toalha na cintura, o detetive o observa:
— Será que esse cara trabalha por dinheiro como muitos que eu conheço? Ou é do tipo que não escolhe emprego e fica com o primeiro que aparece?
Pronto para a conversa, Dançarino senta-se em frente e diz:
— Vamos lá, estou pronto.
— Venho em missão de paz, não para saber de histórias do rapaz que morreu e sim, de você. Como conseguiu esse trabalho e por que aqui?
— Venho do Norte, sou pobre e não posso ficar escolhendo trabalho, se o primeiro que me apareceu foi esse, então aceitei, pois sei dançar e fui aceito no primeiro teste, somente isso.
— Quem lhe trouxe até aqui?
— Um anúncio de jornal, o que mais quer saber, com quem ando? O que faço nas horas vagas?
Será que o policia gosta, de homem que ver
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